Mostrando postagens com marcador documentário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador documentário. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Boas Novas: Música por todos, para todos

Por Jules Gilet

"It's time for the world to unite as a human race."
Bob Marley


Há 10 anos, Mark Johnson viu dois monges cantando no metrô de NY. Um tocava um violão de nylon, e o outro falava numa língua incompreensível. Olhou ao redor, e viu que aproximadamente 200 pessoas desencanaram da vida para ouvir aquele som. Ao invés de se trombarem com a pressa típica de Manhattan, os passantes simplesmente pararam -alguns até com lágrimas nos olhos- e juntos, ouviram aos músicos.


“Nossa, imagina assim, vários músicos, do mundo todo, cantando juntos, pela paz?!”



esq.>dir: Tula, Sur Sudha e Joe & the Ganja Muffins


O ocorrido intrigou o jovem Mark. Algum tempo depois, ele e seus amigos encontraram o artista de rua Roger Ridley. Impressionados com o som que o bluesman tirava ali na via pública, resolveram filmar e gravar o artista, ali mesmo, no calçadão de Santa Monica (CA). A partir daí, foram pulando de país em país, gravando outros músicos em todos os cantos do mundo, sobre a música do que gravou primeiro. E, dessa forma, o projeto Playing For Change começou. Todos juntos, cantando os mesmo temas, sem nunca terem visto um ao outro, ou sequer ouvido falar dos trabalhos de cada um. É claro que o embaixador das causas músico-sócio-político-ambientais Bono Vox não poderia ficar de fora dessa, e também deu sua canja, assim como Manu Chao. Mas o que impressiona mesmo é o desempenho dos desconhecidos, como Ridley, Grampa Elliot, Junior Kissangwa Mbouta, e da maravilhosa Tula, entre outros.








Além desses, há mais episódios aqui ou no youtube.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

CINEMÃO - Sicko


$O$ Saúde [Sicko], de Michael Moore [2007]

"...the less care they give them, the more money they make" Quando Richard Nixon, em 1971, ouviu isso de seu conselheiro, as coisas começaram a se complicar para quase 50 milhões de americanos. E quando Hilary Clinton tentou, enquanto primeira dama, mudar o cenário, todos caíram de pau em cima da digníssima senhora, dizendo que saúde universal é coisa de comunista. O bombástico documentário de Michael Moore vai fundo no sistema de saúde norte-americano, que fatura alto ao simplesmente recusar tratamento aos seus segurados. A coisa piora quando ele descobre que na Base de Guantánamo – onde ficam os terroristas mais perigosos do mundo – o tratamento aos membros da Al Qaeda é de primeira, e que em Cuba, o inimigo vermelho, a saúde é para todos. Palmas para Moore, que mais uma vez pega no pé do modus operandi de seus conterrâneos com suas luvas de pelica furadas. E para os amantes da cultura livre, o filme está disponível na rede. [Raphael Bottino]




Fonte: b-coolt

J.G.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

CINEMÃO - Estamira




Estamira, de Marcos Prado [2004]


“A minha missão, além d’eu ser Estamira, é revelar a verdade.” Se qualquer um ouvisse uma senhora suja e maltrapilha dizer isso, certamente a taxaria de louca. Mas Marcos Prado deixou o rótulo de lado e parou para ouvir Estamira que, com ares de profeta, diz que o lixão é feito de resto e descuido. E é desse descuido que ela e uma porção de gente tira o sustento. Pelo menos a nossa heroína o fez por 20 anos no aterro sanitário de Jardim Gramacho [RJ], ao mesmo tempo em que foi perdendo a fé em Deus e no homem para acreditar em uma verdade só sua. Quando está em casa, de banho tomado, ela é mãe e avó zelosa, mas não deixa de ser a verborrágica e iconoclasta Estamira. Este premiadíssimo documentário escancara a negligência da sociedade e mostra uma sensível e esquizofrênica mulher de 63 anos que enfrenta seu sofrimento com monólogos incríveis, imersa num ambiente descuidadosamente cenografado por nós mesmos. [raphael bottino]



Fonte: b-coolt

J.G.

sexta-feira, 27 de março de 2009

CINEMÃO - Na Captura dos Friedmans



Na Captura dos Friedmans – Capturing the Friedmans, de Andrew Jarecki (2003)

Educação vem de casa. Seja você cristão, judeu, muçulmano ou ateu. Arnold Friedman, um ex-músico, premiado professor e exemplo do sonho americano, criou sua família muito bem, obrigado. Mas a vida de classe média alta yankee começou a mudar quando a polícia bateu à sua porta para prender Arnold por trocar revistas de conteúdo pornográfico por correspondência. E a situação se agrava quando uma investigação revelou que o pater familia também abusava de crianças durante aulas de computação em sua casa. E pior, testemunhas constataram que seu filho mais novo, Jesse, participava. O maior problema da história toda – que teve boa parte registrada em vídeo pelos próprios filhos - é que sobre as pesadas acusações pairam um sem número de dúvidas sobre a autoria de tais crimes. Com 20 prêmios e 8 indicações, o primeiro documentário de Andrew Jarecki busca cercar todos os cantos da história de uma família de temperamentos variados que simplesmente se esfacelou, sem apontar o dedo para os acusados de tamanha atrocidade, deixando uma pergunta: Em quem você acredita? [raphael bottino]

Fonte: b-coolt





J.G.