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domingo, 22 de novembro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

nekudat hen

Por Jules Gilet


Semana passada me chamaram para ir a um evento. Inauguração de um bazar itinerante, cheio de moças jovens atrás das novas tendências. Tímido por não estar trajando uma indumentária de acordo, resolvi mesmo assim me misturar. Entre moleskines, bonecas descoladas, sabonetes conscientes e araras cheias de panos dos mais variados, havia uma moça de vestido meio bege, salto alto escuro e muita pose, que passava de um lado para o outro, atarantada e dando atenção a todos.

No hay banda, respondeu um homem de sotaque português a um grupo de jovens que estava ali só pela festa. Independente de tudo, a moça, mais que must have, era um must be. Sem ela, o ambiente - apesar de muito colorido - ficava meio desbotado, quase pastel.

Ao entrar no recinto, as cores saturaram, o contraste apareceu, e até o som aumentou (mas este, sendo de verdade ou não, foi logo diminuído pela própria, que se preocupava com os vizinhos). Seu ar austero e de movimentos contidos denotavam um peso de responsabilidade pueril e sóbria. Ao pegar um shot de mousse de manga com canela, sem querer esbarrei nela e, como que por acaso, derramei um pouco do quitute naquele fantástico vestido. Nossa! Mil desculpas! Foi o que pensei, mas nada consegui dizer. A moça olhou para o vestido, depois para mim, abriu um sorriso com todos os dentes do mundo. No canto superior esquerdo de sua boca, uma marca que os hebreus chamam de “ponto de graça” (נקודת חן) e seus olhos, apesar de transmitirem um leve desagrado pelo acidente, me encararam de tal forma que me senti com 7 anos de idade, recobrando a calma ao soletrar uma palavra difícil no auditório lotado da escola.

Balbuciei alguma coisa, na ânsia de me desculpar, mas só gaguejei. Não foi nada, disse ela com uma serenidade digna de parteira do interior. De súbito, um jovem esquálido e afeminado vestindo roupas-tendência a chamou às pressas. Parecia seu assistente e chamava-se Alcides. Olhou para mim com desdém, depois com horror para a mancha de manga com canela, e logo puxou aquela mulher, que sumiu em meio a consumidores de chapéu, calças rasgadas e botas de meia estação.

Antes de sair daquele lugar cheio de gente chique, no qual sentia não me encaixar, principalmente por não conhecer nomes de estilistas e por derrubar comida em pessoas, perguntei a um senhor baixinho, careca e muito simpático sobre aquela moça, que era mais uma epifania do que qualquer outra coisa. Nadine disse-me ele, e é ela quem organiza essa coisa toda.

Voltei para casa com a sensação de ir na festa de casamento de bico e arrumar briga com o pai da noiva.

domingo, 6 de setembro de 2009

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O caranguejo, a verdade e o pão na chapa

Tem alguém aí? Perguntou o jovem do lado de fora. Ninguém respondeu. Podia ter certeza que viu alguém entrar por aquela porta, minutos antes. Estava ali, a esperá-la passar. Estranho, muito estranho. Ela acabara de sair para o trabalho e, de certo, demoraria um tanto a voltar. Mas ele não se importava. Iria esperar e dizer tudo que pensava. Sem rodeios, sem meias palavras. Deixaria bem claro o que sentia, sem se importar com a resposta. Afinal de contas era um homem, e um homem ter que fazer o que um homem tem que fazer. Mas enquanto nada acontecia, enquanto ali esperava, prostrado do outro lado da rua, tinha certeza que acabara de ver alguém entrar por aquela porta. Quem seria? São poucas pessoas que entram por ali. E afinal, que raios vinham fazer? Desimportante, isso é desimportante. O importante mesmo é saber exatamente o que dizer. O momento é decisivo e não haverá outra chance. O coração palpita. Talvez seja prudente se acalmar. Há uma padaria logo ali,... quem sabe se tomar um suco de laranja não acalma os ânimos? Dizem que maracujá também é ótimo para os nervos. Um pão na chapa seria ótimo também, afinal, já era onze da manhã e ele estava ali, de pé, desde as oito e meia. Por pouco a perdera de manhã, saindo, disse o porteiro. Mas também, dizer tudo o que é preciso logo de manhã é dose. Muita imprudência. A menina mal acorda e já é bombardeada. Não há sentido. À padaria. É, pão na chapa e suco de laranja, natural, claro. Mas e se ela voltar para o almoço? Mais uma oportunidade perdida. Melhor esperar. O celular toca, o chefe ligando. Ele ignora, afinal, nada mais importa, e ele não conseguiria trabalhar de forma alguma com essa pendência a ser sanada. De jeito nenhum. Uma e meia, e nada dela voltar para o almoço. Talvez esteja muito atarefada no trabalho. Ou talvez ela nem almoce em casa. Pior ainda, talvez ela nem more mais aqui. Não, isso não. Seguramente que mora. Semana passada mesmo ele tinha oferecido uma carona. Ela aceitou, muito educada. Estou cansada, disse. Sempre cansada. Estranho, muito estranho. Talvez ela trabalhe demais e faça muita festa, e esta é uma combinação muito cansativa, mesmo para os jovens. O telefone toca de novo, do trabalho. Melhor nem atender. Onde diabos está você? Pergunta o chefe por mensagem de texto. Será que vale resposta? No hospital. Atropelado a caminho do trabalho. É uma boa desculpa. Velório de vovó também pega bem. Melhor nem responder, conclui. Duas e quarenta. Talvez agora seja uma boa hora de ir até a padaria. O suco de laranja com gosto esquisito faz o garoto concluir que as laranjas foram cortadas com faca de cabo de madeira, a mesma que cortou as cebolas. Pelo menos o pão na chapa está ótimo, mas não vai bastar para amainar a fome. Lembrou-se que o sanduíche de bife à milanesa da padaria era demais. Comiam juntos, aos fins de semana ociosos. Certa vez ela comeu 13 deles. É que resolveu apostar com o dono da padaria, o Miltão. Miltão passou mal com dez, e ela mandou 13. Incrível mesmo. Mas isso faz muito, muito tempo. Miltão até já morreu, de enfarto. Parece que ele apostava sempre quem comia mais, até que as veias entupiram todas. Cinco e vinte. Ela deve chegar em breve, isso se não for correr ou atender à aula de Tai Chi no parque. Bom, recapitulando, dizer tudo, isso mesmo, tudo, sem rodeios. Ele repassa o discurso na cabeça, pois se ensaiar mesmo os passantes vão achá-lo maluco. Onde já se viu, falando sozinho? Seis e meia. Vê seu carro no fim da rua. É agora. Vai dizer tudo, tudo mesmo. As mãos suam, o estômago revira. Respire fundo, rapaz, disse para si mesmo. Ela embica o carro para estacionar, ele atravessa a rua, decidido. Ela o vê, e abaixa o vidro. Olá! Que faz você por aqui? Ela pergunta com um sorriso, já estendendo o rosto para ser cumprimentada. Estranhamente ela oferece a face e deixa a boca tão longe,... e se deixa beijar, mas não beija de volta, não faz nem o barulhinho. Isso lhe soa tão vazio, mas não importa, pois agora é hora de dizer. Diga! Sua cabeça comanda. Ela o encara, esperando por alguma resposta. Não, é que eu estava só passando por aqui. Vinha da igreja e ia à padaria. Igreja? Não sabia que freqüentava. Pois é... Bom, legal,... nos falamos mais tarde então. Estou tão cansada. Vou me aprumar e sair. Que tal uma cerveja? Acho uma boa, responde ele. Melhor eu ir agora, à padaria. Ok, depois nos falamos. Tchau. Ele sai andando, e pensando que mais uma vez deixou passar. Mas também não parecia um bom momento, certamente haverá um melhor. Igreja? Como assim, igreja? Não ia à igreja há anos. Que desculpa imbecil. Mas ele não é tão covarde assim, pensa. Será que evitava dizer tudo por algum motivo? Talvez esta seja uma gaveta que não valha a pena reabrir, pois está muito bagunçada, disse-lhe seu xamã. Mas ele relutava a acreditar nisso. Gaveta. Onde já se viu chamá-la de gaveta. Ela seria um belo de um criado mudo inteiro, isso sim. De ypê. Ou não. Semana que vem. Isso! Semana que vem volto e digo tudo. Fechado! Da semana que vem não passa. Não precisa aparecer mais. Essa foi a última mensagem de texto do chefe.

J.G.


domingo, 5 de julho de 2009

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Naomi Campbell - Musa


Acreditem, ela também tirou uma casquinha do homenageado da semana. O clipe foi proibido em um monte de países na época. Mas agora você confere com exclusividade no blog secreto.
CLIQUE AQUI

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Acontece com você, com o Beckham e com o Brad Pitt não deve ser diferente.


B
eckham assistia a mais um grande jogo da NBA quando chegou o intervalo... Logo, as Cheerleaders entraram em cena e o maior alvo do marketing esportivo começou a se complicar... Como acontece com todos homens do mundo!


Beckham pensa: Minha nossa, que belo bumbum heim...vish... ôôô lá em casa... ( em outras palavras obviamente, devido a censura do Kiputz!)




Beckham continua pensando: O claro que a Victoria não ta nem percebendo... Tolinha... ( também em outras palavras... )




Victoria diz: Vai continuar olhando na maior cara de pau?
Beckham responde: Hãm? O que? E logo pensa: Como ela viu que eu tava olhando?




Beckham diz: Amor, magina...Eu tava olhando a coreografia! Você viu que impressionante a elasticidade dessas meninas?!
Victoria pensa: FDP, Calhorda, pilantra, sem verginha... aiaiai que ódio! Se não estivéssemos em público ele ia escutar viu... deixa chegarmos em casa pra ele ver!




Beckham pensa: Vish... Toca celular, toca celular...Empresário, cadê você nessas horas pra inventar uma reunião de urgência, um treino físico de madrugada ou algo do tipo!






Por UMQV




quarta-feira, 10 de junho de 2009

Boa Vista ao Jovem Míope II

Por Jules Gilet


Tempos passados, percursos novos; ou quiçá os mesmos, mas com a determinante ação do tempo. No dia-a-dia, Nívea parece mais aberta, mais disposta ao dolo eventual que outrora, só que com outrem.

Os olhares são mais inquisitivos, céticos. Mesmo em um local que possibilita tantas re-impressões do passado pueril e descabido, agora bem distante. Os gestos, mais comedidos e evasivos. A Capitu contemporânea tem uma omissão proposital, premeditada. Um desinteresse latente no que já foi, enquanto a recíproca, além de inverdadeira, se mostra um tanto apreensiva. Ademais, nos intentos diários, esparsos e vagos, a percepção é que falta reciprocidade em basicamente todas as investidas.

- -

Não creio em horóscopo, mas ao abrir o jornal hoje li no meu quadrante zodiacal:
“Desapegue-se, libere o monstro dentro de você. A quarta-feira permite que você aja em prol do seu próprio futuro com inspiração e praticidade, e o dia tende a ser mais produtivo que o habitual. O nível da sua performance será mais elevado e com isso você chamará a atenção das pessoas para si. “

Tais ditos são sempre tão generalistas que por vezes cogito adotar tal ofício. Mas Oxossi não permite, e quem entende disso tudo mesmo é São Jorge. O resto é resto. Se o dia foi mais produtivo? Se “produtivo” é sinônimo de chuva, problemas e pouco sono, então a mãe Diná ou a irmã dela que escreveu isso, acertou. Agora, “nível da performance”? Que performance? E com essa performance será Possível chamar a atenção das pessoas? Será que dá para passar incógnito, ou devo mesmo soltar o rojão?

Nesse ínterim, Bruna enfrenta seu turbilhão de questiúnculas – que, diga-se de passagem, são demasiadas – e rechaça sem querer, se afasta como que por engano, mas não é uma questão de arrependimento, e sim da busca por um novo iter. Aliás, o iter escolhido foi a Índia, e dentro em breve Bruna embarca para uma viagem em busca do eu. Não do eu-eu, mas do eu-ela, claro. Disse que marcou a passagem de volta para o dia 8 de maio de 2012.

O dia que o horóscopo disser “Hoje é o dia perfeito para viajar. Vá, mude de ares, busque seu eu e não olhe para trás.” eu vou. Vou e levo meu caderninho e uma caneta, e quem sabe uma máquina fotográfica, digital, claro, pois não há mais tempo de parar para trocar rolos. Mas isso tudo é só verborragia, especulação de um raciocínio bem do viciado...enfim... melhor pedir outro whysky.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Causalidade



















Ela chegou,
Eu a vi
Ela falou,
Eu ouvi
Ela ficou,
E eu aqui
Ela olhou,
Emudeci
Ela falou,
E eu ouvi
Ela piscou,
Enrubesci
E me beijou.
Respondi.
Ela sorriu
E eu,
Eu sorri.

Mas depois,
Depois mudou.
Não entendi.
Ela causou,
Enlouqueci
E me deixou
Sem despedir.
.
.
.
Não esqueci.
.
.
.
J.G.

terça-feira, 12 de maio de 2009

terça-feira, 5 de maio de 2009

Boa Vista ao Jovem Míope

Por Jules Gilet


Nívea e Bruna
Cada uma em seu cada qual
Bancando suas jovens carcaças
Sob o sol

Os bikinis de marca
Cobertos de sal
E os pés sujos
Em sandálias populares

E na Bahia ta tudo massa
Mesmo em abril
E sozinho nas pedras
Rememoro a virada

Desde então
Quanto calor
Quanta emoção
Quanto senão.


segunda-feira, 27 de abril de 2009

From Dallas



Só para registrar nosso primeiro post internacional: São 7.36hs, chove bastante na nublada cidade citada e nos meus 5 minutos de internet grátis não vi uol, terra, globoesporte.com, nem nada mais: Apenas Kiputz!

Amo vcs.

Um abraço do UMQV que em intantes segue para Salt lake City, ainda emocionado com meu ídolo Fenômeno.

quinta-feira, 9 de abril de 2009